sexta-feira, 25 de novembro de 2022

Um dia a voz do vento soprou e disse:
Pode toda solidão ser eterna ou ela é apenas o teste do tempo?

Ao que a ravina despida e crua responde: a beleza do verdadeiro amor está no esperar 

Acredita que a verdade nunca irá se revelar?
Que o sol nunca nascerá com sua verdadeira face voltada para o infinito azul?

Aos tristes observadores só restam lamúrias e o lamentar, sob o olhar implacável da eternidade, nem mesmo um piscar 

Hão de haver aqueles fortes o suficiente para suportar?

Talvez eu não seja, e quanto a ti?

Quem é que dirá? Quem é que verá?

Viver todos os dias iguais e aguardar e esperar por absolutamente nada.

Paciência desperdiçada.

Seguimos descalços nessas ruas sem calçadas, sempre em rumo a uma conclusão inalcançada.

Despetalando-se e secando nessa realidade estática.

Ruídos e  mais ruídos mas nem mesmo um verdadeiro grito.

Espera sentado e calado, um dia o tempo virá te buscar para que o ciclo possa novamente recomeçar.

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