Em homenagem ao Clan Santtory e Família Santorini
Capítulo 1 - Prólogo
Me chamo Carlotta Santtory, codinome Bloody Rose, ou pelo menos costumava ser chamada assim em meus tempos de atividade, fui criada em uma família de mafiosos e mesmo sendo mulher nunca deixei de participar dos negócios de meu pai e irmãos. Hoje já não possuo a vitalidade antiga, mas desde muito cedo aprendi a segurar uma arma e usá-la se fosse necessário, os valores da família me foram passados pelas matriarcas anteriores, no entanto, eu não desejava ser como minha mãe, que mesmo sendo uma mulher forte, nunca ousou sujar as mãos, com o que ela chamava de “trabalho dos homens”. Por isso, talvez tenha me espelhado mais em meu pai, um mafioso temido e conhecido por sua implacabilidade, enquanto minha mãe preocupava-se com minha segurança, meu pai sentia orgulho a cada inimigo nosso que encontrava seu fim por minhas mãos.
Minha narrativa se inicia há mais ou menos 25 anos atrás, quando sofri uma das maiores perdas de minha vida. Todo mafioso sabe que sua existência pode ser breve, mas para um homem como meu pai, me parecia que a morte não existia, somos ensinados a esconder o sofrimento, já que para dar fim em vidas é necessária extrema frieza, por isso em seu enterro não derramei uma lágrima sequer, apesar de tudo tinha orgulho de saber que ele havia morrido para proteger a família, como qualquer um de nós pretende morrer, frente a frente com o inimigo. Ele levou um tiro no peito no lugar de seu irmão, o atual Don. A hierarquia em nossa família se divide da seguinte forma: o filho primogênito, se homem, será o sucessor nos negócios e representará a família principal, já o seguinte filho e os demais, representariam a família secundária, tendo o dever de respeitar e proteger os membros da família principal. Meu pai era o segundo filho, mas nunca amaldiçoou seu destino por isso, pelo contrário, sempre amou seu irmão, a ponto de dar a vida por ele, e assim o fez. Em sua sepultura havia a inscrição: Aqui jaz um homem que amou, honrou e acima de tudo protegeu a família, John Santtory.
Sendo assim, meu irmão mais velho, Joseph assumiria seu posto e seria o novo patriarca da família, eu como irmã mais nova e mulher não poderia almejar isto, mas ele era um homem de confiança e o braço direito de meu pai, sei que faria um bom trabalho em prol da família. O único problema era que Joseph era contra minha participação direta na máfia, e logo após a morte de meu pai tentou restringir minhas ações, decidindo que eu mudaria de residência e passaria a morar na casa principal, afastando-me assim de meus companheiros habituais que me davam total apoio. Minha mãe apesar de sentir-se solitária sem a presença de sua única filha, concordou por entender que isso seria melhor pra mim e por ser sempre submissa. Apesar de não estar muito feliz com essa idéia, me conformei, já que a vontade do líder era sempre absoluta. Em poucos meses me mudei para a casa principal que ficava em outra região, esta era luxuosíssima, mas eu sempre fui acostumada a ter tudo, então aquilo já não me deslumbrava tanto. Meu tio me recebeu de braços abertos, mas ainda parecia muito abatido com a morte de meu pai. No momento em que adentrei à casa observei tudo cuidadosamente, afinal aquele seria meu novo lar, foi então que o vi, o tempo parecia ter parado, meu coração parecia se mover depois de muitos anos, alguém que eu desejei ver por tanto tempo, lá estava ele à minha frente, encostado em uma coluna, Domminik...
Minha narrativa se inicia há mais ou menos 25 anos atrás, quando sofri uma das maiores perdas de minha vida. Todo mafioso sabe que sua existência pode ser breve, mas para um homem como meu pai, me parecia que a morte não existia, somos ensinados a esconder o sofrimento, já que para dar fim em vidas é necessária extrema frieza, por isso em seu enterro não derramei uma lágrima sequer, apesar de tudo tinha orgulho de saber que ele havia morrido para proteger a família, como qualquer um de nós pretende morrer, frente a frente com o inimigo. Ele levou um tiro no peito no lugar de seu irmão, o atual Don. A hierarquia em nossa família se divide da seguinte forma: o filho primogênito, se homem, será o sucessor nos negócios e representará a família principal, já o seguinte filho e os demais, representariam a família secundária, tendo o dever de respeitar e proteger os membros da família principal. Meu pai era o segundo filho, mas nunca amaldiçoou seu destino por isso, pelo contrário, sempre amou seu irmão, a ponto de dar a vida por ele, e assim o fez. Em sua sepultura havia a inscrição: Aqui jaz um homem que amou, honrou e acima de tudo protegeu a família, John Santtory.
Sendo assim, meu irmão mais velho, Joseph assumiria seu posto e seria o novo patriarca da família, eu como irmã mais nova e mulher não poderia almejar isto, mas ele era um homem de confiança e o braço direito de meu pai, sei que faria um bom trabalho em prol da família. O único problema era que Joseph era contra minha participação direta na máfia, e logo após a morte de meu pai tentou restringir minhas ações, decidindo que eu mudaria de residência e passaria a morar na casa principal, afastando-me assim de meus companheiros habituais que me davam total apoio. Minha mãe apesar de sentir-se solitária sem a presença de sua única filha, concordou por entender que isso seria melhor pra mim e por ser sempre submissa. Apesar de não estar muito feliz com essa idéia, me conformei, já que a vontade do líder era sempre absoluta. Em poucos meses me mudei para a casa principal que ficava em outra região, esta era luxuosíssima, mas eu sempre fui acostumada a ter tudo, então aquilo já não me deslumbrava tanto. Meu tio me recebeu de braços abertos, mas ainda parecia muito abatido com a morte de meu pai. No momento em que adentrei à casa observei tudo cuidadosamente, afinal aquele seria meu novo lar, foi então que o vi, o tempo parecia ter parado, meu coração parecia se mover depois de muitos anos, alguém que eu desejei ver por tanto tempo, lá estava ele à minha frente, encostado em uma coluna, Domminik...
Capítulo 2 - Bem-vinda ao nosso lar!
Domminik era meu primo, alto, cabelos e olhos claros, um homem charmoso e sedutor. Passamos nossa infância e adolescência juntos, ou seja, tivemos o mesmo treinamento, mas ele sempre fora melhor em tudo, por isso tinha o apelido de Hawkeye, olhos de águia que nunca erravam o alvo. Fizemos muitas missões e nossa cumplicidade era notável, éramos uma dupla infalível. No entanto, um dia tivemos de nos separar, ao completar 20 anos ele fora mandado ao exterior, o pai queria que ele administrasse alguns de seus negócios e fizesse alianças, achando que isso o prepararia melhor para ser seu futuro sucessor. Eu certamente sentiria sua falta, mas pelo meu orgulho não demonstraria, razão pela qual não compareci a sua despedida. Sempre tentei esconder ao máximo meus verdadeiros sentimentos, ninguém poderia saber que eu o amava, o admirava e almejava estar a sua altura, ser tão boa quanto ele, para poder estar sempre ao seu lado, durante sua ausência treinei mais e mais, para talvez um dia ter meu esforço reconhecido.
Desde o dia de sua partida, nós nunca mais nos vimos ou falamos, o que causou-me grande surpresa em vê-lo depois de longos 5 anos. Ele veio em minha direção com os braços estendidos oferecendo-me seu abraço quente, no entanto, não esbocei reação alguma, apenas aceitei seu abraço e o ouvi dizer que sentira minha falta, que eu havia mudado e que lamentava muito a morte de meu pai. Ele não imaginava o quanto esperei por seu abraço e o quanto aquelas palavras eram reconfortantes pra mim. Foi então que uma jovem e linda moça apareceu, ele a chamou e fomos devidamente apresentadas, ela era Valquíria sua noiva, que ele havia conhecido no exterior, me informou que ela também moraria naquela casa a partir de agora. Nessa hora meu mundo caiu, como ele podia ter colocado outra em meu lugar? Isso não podia ser verdade, talvez tudo não passasse de um sonho ruim, do qual eu logo acordaria, mas logo vi que era a mais pura verdade, e que aquela mulher seria a próxima matriarca de nosso clã. Nesse momento a mãe de Domminik veio até nós, Juliette, ela certamente era uma mulher admirável, linda e forte, sempre disse que eu seria sua sucessora e que seria melhor que ela algum dia, me tratava como a uma filha, nessa hora notei que Valquíria se sentiu um pouco constrangida.
Cumprimentei Valquíria com um falso sorriso em meu rosto e fui guiada pela matriarca a meu quarto em silêncio absoluto, pensava naquele momento em como minha vida seria dali em diante, como seria ver o homem que amo nos braços de outra. Já sozinha, pensei em fugir, em gritar, sentia ódio, inveja, ciúmes, havia uma grande mistura de sentimentos dentro de mim, não chorei, mas sentia medo de cometer uma loucura. Após um tempo de angústia, resolvi me acalmar, já que esta era minha personalidade habitual, comecei a pensar que nem tudo estava perdido, afinal eles ainda não eram casados, pensamentos malignos começaram a brotar em minha mente, tentei rapidamente expulsá-los, é verdade eu era uma assassina, mas tudo que tinha feito até aquele dia, foi pelo bem da família e levantar a mão contra outro membro era considerado imperdoável, mesmo para mim um membro de grande estima com o Don, e eu querendo ou não ela já era um de nós. Decidi apenas observar os fatos e presenciar como seria o desenrolar dessa história...
Desde o dia de sua partida, nós nunca mais nos vimos ou falamos, o que causou-me grande surpresa em vê-lo depois de longos 5 anos. Ele veio em minha direção com os braços estendidos oferecendo-me seu abraço quente, no entanto, não esbocei reação alguma, apenas aceitei seu abraço e o ouvi dizer que sentira minha falta, que eu havia mudado e que lamentava muito a morte de meu pai. Ele não imaginava o quanto esperei por seu abraço e o quanto aquelas palavras eram reconfortantes pra mim. Foi então que uma jovem e linda moça apareceu, ele a chamou e fomos devidamente apresentadas, ela era Valquíria sua noiva, que ele havia conhecido no exterior, me informou que ela também moraria naquela casa a partir de agora. Nessa hora meu mundo caiu, como ele podia ter colocado outra em meu lugar? Isso não podia ser verdade, talvez tudo não passasse de um sonho ruim, do qual eu logo acordaria, mas logo vi que era a mais pura verdade, e que aquela mulher seria a próxima matriarca de nosso clã. Nesse momento a mãe de Domminik veio até nós, Juliette, ela certamente era uma mulher admirável, linda e forte, sempre disse que eu seria sua sucessora e que seria melhor que ela algum dia, me tratava como a uma filha, nessa hora notei que Valquíria se sentiu um pouco constrangida.
Cumprimentei Valquíria com um falso sorriso em meu rosto e fui guiada pela matriarca a meu quarto em silêncio absoluto, pensava naquele momento em como minha vida seria dali em diante, como seria ver o homem que amo nos braços de outra. Já sozinha, pensei em fugir, em gritar, sentia ódio, inveja, ciúmes, havia uma grande mistura de sentimentos dentro de mim, não chorei, mas sentia medo de cometer uma loucura. Após um tempo de angústia, resolvi me acalmar, já que esta era minha personalidade habitual, comecei a pensar que nem tudo estava perdido, afinal eles ainda não eram casados, pensamentos malignos começaram a brotar em minha mente, tentei rapidamente expulsá-los, é verdade eu era uma assassina, mas tudo que tinha feito até aquele dia, foi pelo bem da família e levantar a mão contra outro membro era considerado imperdoável, mesmo para mim um membro de grande estima com o Don, e eu querendo ou não ela já era um de nós. Decidi apenas observar os fatos e presenciar como seria o desenrolar dessa história...
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