sábado, 4 de abril de 2020

Romance nas Sombras - Fanfic

Em homenagem ao Clan Santtory e Família Santorini

Capítulo 1 - Prólogo


Me chamo Carlotta Santtory, codinome Bloody Rose, ou pelo menos costumava ser chamada assim em meus tempos de atividade, fui criada em uma família de mafiosos e mesmo sendo mulher nunca deixei de participar dos negócios de meu pai e irmãos. Hoje já não possuo a vitalidade antiga, mas desde muito cedo aprendi a segurar uma arma e usá-la se fosse necessário, os valores da família me foram passados pelas matriarcas anteriores, no entanto, eu não desejava ser como minha mãe, que mesmo sendo uma mulher forte, nunca ousou sujar as mãos, com o que ela chamava de “trabalho dos homens”. Por isso, talvez tenha me espelhado mais em meu pai, um mafioso temido e conhecido por sua implacabilidade, enquanto minha mãe preocupava-se com minha segurança, meu pai sentia orgulho a cada inimigo nosso que encontrava seu fim por minhas mãos.

Minha narrativa se inicia há mais ou menos 25 anos atrás, quando sofri uma das maiores perdas de minha vida. Todo mafioso sabe que sua existência pode ser breve, mas para um homem como meu pai, me parecia que a morte não existia, somos ensinados a esconder o sofrimento, já que para dar fim em vidas é necessária extrema frieza, por isso em seu enterro não derramei uma lágrima sequer, apesar de tudo tinha orgulho de saber que ele havia morrido para proteger a família, como qualquer um de nós pretende morrer, frente a frente com o inimigo. Ele levou um tiro no peito no lugar de seu irmão, o atual Don. A hierarquia em nossa família se divide da seguinte forma: o filho primogênito, se homem, será o sucessor nos negócios e representará a família principal, já o seguinte filho e os demais, representariam a família secundária, tendo o dever de respeitar e proteger os membros da família principal. Meu pai era o segundo filho, mas nunca amaldiçoou seu destino por isso, pelo contrário, sempre amou seu irmão, a ponto de dar a vida por ele, e assim o fez. Em sua sepultura havia a inscrição: Aqui jaz um homem que amou, honrou e acima de tudo protegeu a família, John Santtory.

Sendo assim, meu irmão mais velho, Joseph assumiria seu posto e seria o novo patriarca da família, eu como irmã mais nova e mulher não poderia almejar isto, mas ele era um homem de confiança e o braço direito de meu pai, sei que faria um bom trabalho em prol da família. O único problema era que Joseph era contra minha participação direta na máfia, e logo após a morte de meu pai tentou restringir minhas ações, decidindo que eu mudaria de residência e passaria a morar na casa principal, afastando-me assim de meus companheiros habituais que me davam total apoio. Minha mãe apesar de sentir-se solitária sem a presença de sua única filha, concordou por entender que isso seria melhor pra mim e por ser sempre submissa. Apesar de não estar muito feliz com essa idéia, me conformei, já que a vontade do líder era sempre absoluta. Em poucos meses me mudei para a casa principal que ficava em outra região, esta era luxuosíssima, mas eu sempre fui acostumada a ter tudo, então aquilo já não me deslumbrava tanto. Meu tio me recebeu de braços abertos, mas ainda parecia muito abatido com a morte de meu pai. No momento em que adentrei à casa observei tudo cuidadosamente, afinal aquele seria meu novo lar, foi então que o vi, o tempo parecia ter parado, meu coração parecia se mover depois de muitos anos, alguém que eu desejei ver por tanto tempo, lá estava ele à minha frente, encostado em uma coluna, Domminik...

Capítulo 2 - Bem-vinda ao nosso lar!


Domminik era meu primo, alto, cabelos e olhos claros, um homem charmoso e sedutor. Passamos nossa infância e adolescência juntos, ou seja, tivemos o mesmo treinamento, mas ele sempre fora melhor em tudo, por isso tinha o apelido de Hawkeye, olhos de águia que nunca erravam o alvo. Fizemos muitas missões e nossa cumplicidade era notável, éramos uma dupla infalível. No entanto, um dia tivemos de nos separar, ao completar 20 anos ele fora mandado ao exterior, o pai queria que ele administrasse alguns de seus negócios e fizesse alianças, achando que isso o prepararia melhor para ser seu futuro sucessor. Eu certamente sentiria sua falta, mas pelo meu orgulho não demonstraria, razão pela qual não compareci a sua despedida. Sempre tentei esconder ao máximo meus verdadeiros sentimentos, ninguém poderia saber que eu o amava, o admirava e almejava estar a sua altura, ser tão boa quanto ele, para poder estar sempre ao seu lado, durante sua ausência treinei mais e mais, para talvez um dia ter meu esforço reconhecido.

Desde o dia de sua partida, nós nunca mais nos vimos ou falamos, o que causou-me grande surpresa em vê-lo depois de longos 5 anos. Ele veio em minha direção com os braços estendidos oferecendo-me seu abraço quente, no entanto, não esbocei reação alguma, apenas aceitei seu abraço e o ouvi dizer que sentira minha falta, que eu havia mudado e que lamentava muito a morte de meu pai. Ele não imaginava o quanto esperei por seu abraço e o quanto aquelas palavras eram reconfortantes pra mim. Foi então que uma jovem e linda moça apareceu, ele a chamou e fomos devidamente apresentadas, ela era Valquíria sua noiva, que ele havia conhecido no exterior, me informou que ela também moraria naquela casa a partir de agora. Nessa hora meu mundo caiu, como ele podia ter colocado outra em meu lugar? Isso não podia ser verdade, talvez tudo não passasse de um sonho ruim, do qual eu logo acordaria, mas logo vi que era a mais pura verdade, e que aquela mulher seria a próxima matriarca de nosso clã. Nesse momento a mãe de Domminik veio até nós, Juliette, ela certamente era uma mulher admirável, linda e forte, sempre disse que eu seria sua sucessora e que seria melhor que ela algum dia, me tratava como a uma filha, nessa hora notei que Valquíria se sentiu um pouco constrangida.

Cumprimentei Valquíria com um falso sorriso em meu rosto e fui guiada pela matriarca a meu quarto em silêncio absoluto, pensava naquele momento em como minha vida seria dali em diante, como seria ver o homem que amo nos braços de outra. Já sozinha, pensei em fugir, em gritar, sentia ódio, inveja, ciúmes, havia uma grande mistura de sentimentos dentro de mim, não chorei, mas sentia medo de cometer uma loucura. Após um tempo de angústia, resolvi me acalmar, já que esta era minha personalidade habitual, comecei a pensar que nem tudo estava perdido, afinal eles ainda não eram casados, pensamentos malignos começaram a brotar em minha mente, tentei rapidamente expulsá-los, é verdade eu era uma assassina, mas tudo que tinha feito até aquele dia, foi pelo bem da família e levantar a mão contra outro membro era considerado imperdoável, mesmo para mim um membro de grande estima com o Don, e eu querendo ou não ela já era um de nós. Decidi apenas observar os fatos e presenciar como seria o desenrolar dessa história...

Saint Seiya - DemiGod


Prólogo_Uma Caçada Noturna

Não muito distante do santuário há uma grande movimentação na floresta de pinheiros, ouvem-se sons dispersos, galhos de cipestres se quebrando, gritos humanos, além dos ruídos característicos dos animais noturnos. Em meio à escuridão viam-se homens com máscaras rústicas, pareciam imitar feras, vestiam couraças e peles de animais, ou outros apenas com armaduras simples, estes cobriam os rostos com os elmos de seus capacetes, via-se que aquilo era uma caçada. Perseguem uma criatura semelhante a um javali, no entanto, o animal é gigantesco e extremamente feroz, os olhos emanavam labaredas de fogo e da boca saíam raios mortíferos, mostrava dentes afiados que pareciam poder devorar qualquer coisa. Trata-se de um ser mitológico, um javali dourado, que pela sua magnitude só podia ter sido enviado por algum Deus aos arredores do Santuário. O animal possui uma fúria incontrolável e derrotava facilmente aqueles que tentavam conter seus ataques, os feridos vão indo ao chão. Todos estes homens são guerreiros, mas por que estariam à caça desta besta com tanta determinação e afinco? Todo esse cenário fazia parte de uma grande competição e para aquele que se consagrasse vencedor seria concedida a maior honra que um homem pode ter, possuir a donzela mais bela de todas e ser o progenitor do filho de uma deusa. Aquele que conseguisse a cabeça da fera seria o primeiro e único a tocar a reencarnação da Deusa Atena na Terra.
De repente ouve-se um dos homens bradar:
-Foi alvejado! Uma flecha o atingiu!
O animal tombou, porém, o ferimento não fora tão profundo, mas suficiente para derrubá-lo. Já não restavam muitos competidores, ao ouvir o aviso, mesmo não sendo o autor do disparo, um deles se aproxima, usava uma armadura rudimentar e olhando para o animal caído desembainha sua espada e com um sorriso vitorioso, diz:
- Você é meu! E logo Atena também será!
Ouve-se um som de flecha e um grito:
-Ahh! Maldição!
O mascarado fora atingido no braço, prostrou-se de joelhos e rapidamente livrou-se da máscara, tentando ver de onde procedia a flecha.
Entre os galhos, ouve-se o som de passos. Então, um jovem rapaz aparece por detrás das árvores, dizendo:
- Parece que ainda não vai ser dessa vez que me vencerá Jabu!
- Você? Desgraçado! Quantas vezes se colocará em meu caminho? Disse Jabu, enraivecido.
- Ha, não se preocupe, essa será a última, já que a vitória é minha!
Dizendo isto o homem, desembainha sua espada e a põe sobre o pescoço de seu rival, este de olhos fechados, já estava preparado para o pior. Ouve-se um som de corte.
O homem prostrado abre os olhos e vê a cabeça do grande animal rolar ao chão.
- Mas o que? O que significa isso? Jabu diz, abismado.
- Minha missão era matar uma fera, não um insignificante como você! Viva e amargue sua derrota!
Dizendo isso, o homem guardou “o troféu” em um grande saco de couro, virou-se e foi em direção ao santuário de Atena.
O derrotado derramava lágrimas de ódio, humilhado e sem forças nem para levantar, já que o braço atingido sangrava muito. Só lhe restava olhar as costas de seu rival. Dizia entre dentes:
- Me pagará por isso um dia! Maldito seja Seiya!

Cap. 1_O Chamado dos Deuses

Saori estava em seus aposentos e parecia controlada, apesar do momento difícil em que se encontrava e dos últimos acontecimentos. Estava à espera daquele que seria o pai de seu herdeiro, mas este lhe parecia o pior dia de sua vida. O tempo parecia se arrastar e quanto mais passava, mais seu desespero aumentava, ela não podia imaginar que tipo de homem seria o campeão e o que mais lhe magoava era o fato de seu coração carregar sentimentos românticos por alguém. Como toda jovem na flor da idade, com os seus 17 anos, ela sonhava com um grande amor, em se casar e ter filhos, mas suas responsabilidades a impediam de sonhar e fazer planos, até mesmo de poder declarar seus sentimentos à pessoa amada. Como suportar essa dor? Como sufocar essa paixão? Agora estava tudo perdido, pelo menos assim pensava.
Seu sofrimento começara há algumas semanas atrás. Em uma noite calma e comum, uma leve brisa soprava, Atena já estava em seus aposentos, quando ouve um pequeno ruído vindo de fora, como um bater de asas, rapidamente levanta-se para averiguar, abre a janela e se depara com um menino semelhante a um querubim, possui cabelos ruivos e duas marcas singulares na testa, além da incrível habilidade de voar, graças a pequenas asas que possuía nos calcanhares, abismada com tal visitante, Atena exclama:
- Hermes! O que faz aqui há essa hora? E que forma mais... Diferente!
O menino sorri de forma marota, dizendo:
- Sou o mensageiro dos deuses, mas não deixo de ser um Deus, assim assumo a forma que bem entender, mas no momento há coisas mais relevantes a se dizer! – Disse isso de forma maliciosa, tirando Atena de seu estado singelo.
- Seu pai Zeus, mandou dizer que deseja vê-la, daqui a uma semana ele a encontrará nas proximidades do templo de Zeus, recomendou que vá sozinha, o assunto é de total interesse seu.  – Seu tom era sarcástico, deixando a deusa nervosa.
- Do que se trata? Adiante-me o assunto, o que meu pai deseja já que estamos em paz?
- Tudo ao seu tempo jovem Atena, nunca esqueça que por essa paz você jurou obedecer e respeitar seu pai, desde que os humanos estivessem seguros. Mas garanto que tudo que o Todo Poderoso faz é para seu bem e certamente o que ele tem a dizer não é tão ruim quanto imagina! Tenha uma boa noite! - Dizendo isso, o pequeno dá uma pirueta no ar e desaparece deixando Saori confusa, perdida em seus pensamentos:
“Como posso dormir bem, sabendo que o futuro da Terra pode estar em jogo novamente? Por que os seres humanos tem que sofrer tanto, nossa paz foi tão bela, mas aparentemente curta! Não, não posso me precipitar, Zeus é compreensivo, por isso aceitou o tratado de paz, talvez o assunto não seja tão grave quanto imagino. O melhor é tentar dormir, amanhã conversarei com o Grande Mestre e saberei sua opinião sobre isso.”
Na manhã seguinte, o atual Grande Mestre do Santuário, Nikol, (DESCRIÇÃO DE NIKOL - GIGANTOMAQUIA) Cavaleiro de Prata de Altar, foi avisado de que Atena desejava uma audiência com ele. Nikol mostrou preocupação, apesar de a Terra estar em paz e ele ter bons presságios em relação ao futuro, o assunto parecia ser de grande importância e seriedade.
- Entre - Disse o Grande Mestre.
Atena entra e senta-se, de frente para o Mestre, em uma posição respeitosa e formal. Nikol diz:
- O que deseja Deusa Atena? Estou realmente preocupado... Há algo que eu não pude prever? Ou talvez...
Nikol é interrompido - Por favor, ouça-me com atenção Grande Mestre - Diz Atena.
- Ontem, enquanto estava em meus aposentos, preparando-me para dormir, recebi um inesperado visitante, era Hermes que trazia uma mensagem de meu pai Zeus, o qual eu respeito e obedeço, apesar de não possuirmos laços verdadeiros.
Atena faz uma breve pausa. O homem ouvia a tudo, pensativo.
- Ele deseja me encontrar para uma conversa, mas realmente não tenho ideia sobre o assunto. Vim aqui para lhe colocar a par da situação e lhe pedir um conselho sobre o que devo fazer, se devo ir sozinha ou não.
Após pensar por alguns instantes, Nikol disse:
- Senhorita, sabemos que as ordens de seu pai são irrefutáveis, e que suas palavras são leais, Zeus prometeu não ferir a Terra e os seres humanos, pois alegou não ser a favor do derramamento de sangue desnecessário, por estas razões creio que não há perigo, existem grandes possibilidades de ser apenas um encontro comum, onde um pai deseja ver a filha. Mas, por precaução estarei por perto, apenas o suficiente para não ser detectado, mas não creio que ele lhe fará mal, talvez apenas queira fazer algo em relação aos humanos e saber sua opinião sobre isso, mas isso é apenas uma suposição.
O coração de Atena tranquilizou-se com as palavras de Nikol. No entanto, este também permanecia intrigado, mas resolveu controlar-se para não afligir a deusa.
Um dia antes da data marcada, Nikol teve um sonho no qual estava em Star Hill, quando viu uma luz ofuscante vinda dos céus, então uma voz imponente bradou:
- Nikol! Responda!
- Sim, este sou eu, quem deseja?
- Sou Zeus, desejo lhe contar meus planos para com Atena!
- Senhor, não sou digno de tal honra...
- Tolo! Eis o representante dos deuses na Terra, como pode haver ser mais digno?
- Sendo assim meu senhor, estou a seu dispor...
- Tudo o que eu lhe contar, também contarei pessoalmente à minha filha amanhã, por isso não há a necessidade de que ela saiba disto antecipadamente.
- Então senhor, por me contas?
- Você me ajudará em meu intuito, mas não se preocupe, isso não manchará sua fidelidade à Atena, afinal o que almejo é para o próprio bem de minha filha.
A seguir Zeus disse-lhe do que se tratava seu plano, Nikol ouvia a tudo atentamente, por fim exclamou:
- Mas senhor, isto tudo não poderá trazer sofrimento ao coração da deusa?
- Uma deusa não deve ter tais sentimentos e como já disse, um dia ela compreenderá meus propósitos, às vezes os seres humanos necessitam passar por um caminho de dor para chegar à sonhada felicidade e como Atena escolheu ficar ao lado dos humanos e viver como eles, assim será.
Dizendo isto, sua voz cessou e o raio de luz desapareceu, então o homem acordou ofegante. Sentou-se em sua cama e ficou a pensar, teve a impressão de que havia alguma intenção maior por trás das palavras do poderoso deus, mas resolveu dormir novamente e esperar pelo dia seguinte.

Cap. 2_A Revelação

Ao anoitecer do dia do encontro, uma leve brisa de outono soprava, Saori estava sentada à beira de um pequeno lago localizado atrás do templo de Zeus, este fora erigido após o acordo de paz selado entre Atena e seu pai, isso incluía a adoração dos humanos a Zeus. O templo não era muito distante do templo de Atena, e esta chegara um pouco mais cedo que o esperado, a deusa admirava a beleza ao seu redor, havia flores e pequenos animais, como um minúsculo esquilo que carregava uma nós, tudo na mais profunda harmonia, o aroma das flores a fazia pensar profundamente.
“Ah, como as coisas são belas nesse mundo, independente do que meu pai disser hoje, farei tudo o que for possível para proteger este planeta e todos aqueles que nele habitam...”
De repente, Saori ouve o som de um forte bater de asas, logo um lindo cisne pousa ao seu lado e miraculosamente transforma-se em um senhor de meia idade, barba longa e cabelo comprido. Atena tentava se manter calma perante tal cena. Ele então diz:
- Há quanto tempo minha querida filha!
- Sim, é verdade Zeus, não nós vemos desde o acordo – Saori se mantinha fria, apesar dos claros sentimentos de Zeus, ela não o considerava como um pai, apenas o respeitava por suas obrigações divinas.
- Vejo que parece aflita com nosso reencontro, mas peço-lhe que fique tranquila, pois o que tenho a dizer não colocará em perigo sua amada humanidade!
Seus olhos saltam nessa hora e num ímpeto, Atena diz: – Não! Eu nunca duvidaria de suas palavras, mas conheço seu poder, então, por favor, me diga qual o intuito desse encontro especial!
O deus ficou mais sério, então começou dizendo:
- Sabes muito bem que devido a minha infinita benevolência, resolvi poupar a Terra e a humanidade. Mas para que este acordo seja cumprido, precisamos manter vivos os laços entre os humanos e os deuses. Isto já foi decidido no Olimpo, mas venho comunicar-lhe já que és peça fundamental para o desenvolvimento de meu intuito.
Saori reconhecia a arrogância em seu tom de voz, se sentia subjulgada, ela acreditava que com seus cavaleiros podia vencê-lo, mas se havia alguém com quem não desejava lutar, esse era Zeus. Por isso obedientemente, aceitou suas exigências em troca da segurança da humanidade e pela paz. Ele continuou:
- Seu aniversário de 18 anos está próximo e isso acarretará uma grande mudança em sua vida. Resolvi fazer um torneio de vida ou morte entre os humanos seguido por uma grande caçada, no qual o vencedor será honrado pelos deuses.
Saori estava pálida, mas mesmo assim disse: – Não posso colocar vidas humanas em risco! – Saori estava alterada, pensava: “Os humanos não são marionetes dos deuses!”  
- Esperava que dissesse isso, concordo que as regras da competição sejam de seu acordo, por isso vim consultá-la, não quero ir contra minha própria palavra, se você discorda das mortes não haverá mortos, no entanto ofereça-me guerreiros dignos de um grande entretenimento, os deuses estão ansiosos por isso!
- Meus cavaleiros podem lutar, desde que suas vidas sejam preservadas e que tudo isso seja pelo bem da Terra!
- Mas há a parte mais importante disso tudo, sei que pensa que isso não passa de um jogo para os deuses e que isso pode acarretar ódio no coração dos humanos, por isso a congratulação ao campeão será um tesouro para toda a humanidade e a prova definitiva que humanos e deuses tem uma aliança.
Atena parecia confusa – O que pode ser então?-
- Um semi-deus! A verdade é que a descendência de Atena precisa ser prolongada, este será o progenitor do herdeiro do trono de Atena.
- Está me dizendo que tenho de me casar quando completar 18 anos e, além disso, gerar um filho? Isso é inacreditável!
- Por favor, acalme-se, faço isso pelo bem-estar e convivência pacífica entre humanos e deuses, por você eu fiz este acordo, mas sou o único deus a favor da humanidade e preciso de uma prova de que eles estão ao nosso lado, esse filho será o elo. Você nasceu com uma missão a cumprir, infelizmente seu fardo é pesado para uma humana, mas permita que a deusa dentro de você guie seus passos, e não esqueça que a vontade dos deuses é suprema e incontestável. Seu tom antes mais descontraído, agora era bem sério.
Saori estava com o rosto prostrado ao chão, pensando em tudo que acabara de ouvir. Então ergue-se e séria diz:
- Antes que aqui chegasse, prometi a mim mesma que faria qualquer coisa em prol da humanidade, não voltarei em minhas palavras! Compreendo que não há outro modo, farei de acordo com sua vontade meu pai!
- Então espero que os preparativos para o grande torneio se iniciem logo, o Grande Mestre será responsável pela organização!
- Nikol já sabe? Disse espantada.
- Apareci a ele em um sonho, pedi-lhe sigilo, mas não se preocupe ele é fiel a você, mas preciso de alguém que lhe auxilie no processo.
- Pense bem em tudo o que eu disse e não esqueça esse é seu destino – Dizendo isso, voltou à forma de cisne e voou alto até que desaparecesse no céu noturno.
De longe, Nikol apenas observava com uma expressão triste a pobre moça, que no momento parecia apenas uma jovem comum, que enfrentaria grandes dificuldades. A jovem vendo-se sozinha e recuperando-se do impacto inicial, tentava segurar lágrimas que insistiam em chegar. Passou silenciosamente pelo Mestre, caminhou dirigindo-se ao Templo de Atena e logo aos seus aposentos. Já em sua confortável cama, chorou copiosamente, lamentando-se pelo destino cruel e por alguns momentos esquecendo-se que era uma deusa e de suas obrigações.
- Por que tive de nascer com esse destino? Por que não posso viver uma vida normal? Por que não posso ficar ao lado do homem que amo? Oh meu querido, uma vida sem você, é preferível a morte... Por favor, me ajude meu amado... Seiya!
Este não poderia ouvi-la, já que estava na casa em que era guardião, encostado na imponente entrada da casa de Sagitário. No entanto, neste momento, sente um aperto no coração e diz a meia voz:
- Saori... Será que ela poderia estar pensando em mim agora? Com certeza não!  - Diz, balançando a cabeça - Quem eu penso que sou? Sou um reles cavaleiro, que nem ao menos poderia pensar sobre os sentimentos de uma deusa, mas... Infelizmente, isso não me impede de amá-la com todo o meu coração. Ah, Saori!
Tentando afastar tais pensamentos, o cavaleiro volta a seus aposentos, tenta dormir e pelo menos sonhar com seu amor impossível. Ele mal sabia o que o dia seguinte reservava, aquele dia mudaria sua vida para sempre!

Cap. 3_Preparativos

Alguns soldados entram na sala do Grande Mestre e um deles anuncia:
- Meu senhor! O vencedor está aqui! –
- Mande-o entrar - Diz o mestre.
Então um belo e esbelto jovem de cabelos castanhos, estes ainda revoltos, ainda vestido com os trajes de caça e com uma máscara que lembrava uma fera, adentra a sala, carregando consigo a cabeça da besta, jogando-a no chão, diz:
- Aqui está o que desejava! Peço permissão para me retirar! –
- Espere, que atitude é essa? Não deseja receber a recompensa pelo seu grande feito?
- Meus objetivos já foram cumpridos! Que eram proteger a honra de uma dama e extinguir a ameaça que os deuses mandaram!
- Tolo! Se não concluir seu dever, haveria outra competição para achar o escolhido dos deuses! Mas estes certamente já o escolheram! Por que hesita?
- Senhor, com todo o respeito, mas não devo possuir uma mulher que não me ama! - Disse um pouco alterado.
- Não é uma questão de sentimentos e sim o destino, se aconteceu assim, assim deve ser. Você é o único homem digno de ter uma deusa em seus braços e principalmente ser o pai de sua descendência! Aceite aquilo que é imutável!
- Mas e o sentimentos da senhorita? Acredito que mesmo sendo uma deusa, ela não merece o direito de escolher?- Já um pouco pesaroso, dizia.
- Às vezes a razão e o dever devem prevalecer sobre os sentimentos. Atena é uma deusa, compreende seu destino. E você como um leal servo deve seguir seu exemplo de amor e obedecer ao que lhe foi imposto, afinal você é o vencedor e não há ninguém que possa substituí-lo.
Mesmo com o coração apertado, o cavaleiro disse:
- Entendo senhor, cumprirei meu dever. Irei ao encontro de Atena... – E virando-se caminhou em direção a porta.
- Espere! - Disse Nikol – Preciso saber quem é a pessoa por detrás desta máscara!
O homem então a retirou e virou-se.
- Você? O Cavaleiro guardião da Casa de Sagitário?
- Surpreso?
- Sim, no entanto, sinto-me aliviado por seres um dos homens em que Atena mais tem confiança, louvados sejam os deuses! Desejo-te sorte! E que cuides bem de nossa deusa!
Colocando a máscara e virando-se o cavaleiro saiu, do lado de fora encontrou servas mascaradas, como as amazonas, que cuidariam dele antes do encontro com sua prometida.
O homem se sentia desnorteado, apenas sendo levado pela situação, não sabia o que fazer ou dizer, as coisas não haviam saído de acordo com seus planos, mas sabia que a hora da verdade logo chegaria, o momento de encarar sua amada deusa.
Uma serva bate à porta do quarto de Saori.
- Senhorita? –
A moça tenta se recompor e apresentar uma boa aparência, seu pranto já cessara  e apesar das mãos ainda trêmulas, ela diz a serva:
- Entre! –
Ao entrar, vê-se que a deusa veste um longo e delicado roupão bege de seda, a moça calmamente começa a dar-lhe notícias:
- Minha senhora, já temos um campeão, ele não tardará a vir, no momento está recebendo o tratamento das servas, mas logo estará aqui, vossa senhoria deseja alguma coisa antes que o escolhido chegue? – Dizia um pouco aflita, ao ver o nervosismo que a moça tentava esconder.
Não conseguindo se segurar, Atena então pergunta:
- Você o viu? Como ele é? –
- Senhora, não poderia dizer-lhe essas coisas, mas tranqüilize-se, trata-se de um jovem belo e forte, certamente lhe trará maravilhosos herdeiros.
- Obrigada. É apenas isso, pode se retirar. - A moça não parecia menos aflita, mas tentava manter a serenidade e calma.
- Senhorita, perdoe minha ousadia, mas aconselho-lhe a passar algo em seus lábios, já que me parece muito pálida, isso realçaria sua beleza, gostaria de ajuda?
- Oh sim, agradeço sua preocupação – Dizendo isto, a serva passou um leve batom em seus lábios deixando-a assim mais bela e dando-lhe um leve toque de sensualidade. Em seguida, a esta deixou Saori sozinha no quarto com seus pensamentos:
“Gostaria muito que essa informação me deixasse menos angustiada, mas não desejo o homem mais belo ou mais forte do mundo e sim apenas um, que para mim é perfeito. Meu amado o que será que estás a fazer agora? Ah meu querido daqui a pouco nosso amor se tornará definitivamente impossível... Mas quem sabe... Não! Não devo criar esperanças, afinal creio que Seiya nem tenha participado desta competição, nunca me olhou como mulher, seu amor sempre foi direcionado à Atena. Meu destino infelizmente já foi selado e certamente será distante do seu...”
Enquanto isso Seiya é levado para uma enorme sala de banhos, suas roupas e máscara de caça são retiradas pelas servas que se propõem a lavar-lhe o corpo.
- Não, eu mesmo faço isso! Por favor, deixem-me um pouco sozinho! - Diz um tanto envergonhado e ainda chateado com toda aquela situação.
As servas se retiram e então o homem entra no grande recipiente, mais parecido com um lago, rodeado por uma infinidade de sais de banho, senta-se e fica apenas com pouco mais que a metade do corpo fora da água, fecha os olhos e logo começa a pensar em como tudo aquilo começara...

Cap. 4 Laços

Mais uma calma manhã no santuário, Seiya é acordado por um insistente barulho, alguém chamava por ele em frente à casa de Sagitário.
O rapaz se levanta e apenas com a calça do pijama se dirige para a entrada da casa - Já vou – Diz, entre bocejos.
Chegando lá, se depara com um homem alto, de belos cabelos negros e longos, com uma típica roupa chinesa. Então exclama:
- A que devo a honra da visita do Cavaleiro de Ouro de Libra, ainda mais às 7:00 horas da manhã? – Disse a última frase com uma raiva fingida.
- É assim que trata os amigos que não vê há tempos? Disse o rapaz, com uma cara desconfiada.
- Esse é o Shiryu que eu conheço, sempre sentimental, senti sua falta amigo! – Diz Seiya, entre risos.
Apesar de hoje ser o Cavaleiro de Ouro de Libra, Shiryu não habita o santuário, no momento o mundo está em paz e não há a necessidade da presença integral dos cavaleiros. Shiryu mora nos Cincos Picos Antigos de Rozan, onde treinou na infância. É casado com Shunrei e vive calma e singelamente. Depois de casar-se, visitou pouco o santuário, este é o porquê da surpresa de Seiya. Este, o convida para entrar e sentar-se ao redor de uma mesa, dentro da casa.
- Então irmão, o que o trouxe por aqui? Não me diga que sentiu mesmo saudades de mim? – Seiya tem um tom irônico.
- Bem, é verdade que senti sua falta, mas diferente de você tenho minha esposa para me confortar... – Shiryu responde no mesmo tom. Seiya fica sem resposta e com cara de bobo.
- Continuando – Diz Shiryu – Recebi um comunicado do santuário, para que viesse imediatamente, você não soube de nada?
- Não... Será uma nova situação de emergência? Mas como eu poderia não saber, mesmo morando aqui? – Seiya parecia confuso e nervoso.
- Acalme-se, vindo para cá ouvi comentários sobre a situação, parece que Saori, digo Atena, fará um importante comunicado às 18:00 horas de hoje, mas não me parece nada grave, algo sobre seu aniversário de 18 anos – Shiryu tenta traquilizar o amigo.
- Não acredito nisso! Ela convocou todos os cavaleiros espalhados pelo mundo só pra dizer que vai dar uma festa? Essa Saori é muito exagerada mesmo! – O rapaz demonstra certa implicância.
- Você sempre fala dela de forma desdenhosa, mas não sei até quando conseguirá esconder seus sentimentos. Acho que já passou da hora de você se declarar – Falou Shiryu, um pouco sério.
- Ah! Pare de dizer essas coisas, ela é uma deusa e eu apenas um humano, ela nunca olharia para mim da mesma forma que eu olho para ela – Diz Seiya, com um olhar um pouco perdido.
- É um conselho de amigo e irmão, o que você tem a perder? Veja meu exemplo, declarei meus sentimentos a Shunrei, fui correspondido e hoje sou o homem mais feliz do mundo! E pelo que sei nos momentos em que você arriscou sua vida por Saori, duvido que tenha pensado nesses tabus de deuses e humanos. Seja mais otimista Seiya! – Shiryu tentava animar o amigo.
- Você fala assim como se fosse fácil, não posso chegar até ela e dizer que a amo... Também não tenho muitas oportunidades para ficarmos a sós... – Dizia em um tom melancólico.
- Se você não tentar, nunca vai saber. Esse Seiya que desiste fácil nem parece o que eu conheço. E sobre vocês ficarem a sós, que tal no dia do aniversário dela? Será daqui duas semanas, pode haver uma chance! – Shiryu parecia empolgado.
- Talvez você esteja certo, afinal eu faria qualquer coisa por essa mulher, quem sabe um dia ela me olhe como um homem. Mas espero que você fique aqui e me dê apoio, vou precisar de ajuda para o momento certo – Piscando um olho, Seiya pede apoio ao irmão.
- Nós podemos ajudar também? – Duas vozes são ouvidas vindas da entrada da casa de Sagitário, lá estão dois rapazes, um de cabelos castanhos e aparência delicada e o outro loiro de olhos azuis.
- Shun! E... Hyoga! – Seiya fica surpreso ao ver os amigos.
- Olá Seiya – Diz Hyoga. –Há quanto tempo Shiryu! -
- É bom ver vocês dois! – Diz Shiryu.
- Parece que estamos todos juntos novamente! – Diz Shun – Menos meu irmão Ikki...
- Você nunca esquece o Ikki não é Shun? - Diz Seiya em tom de brincadeira, dando uma escoradinha em Shun, que fica meio corado.
- E você nunca esquece certa moça de longos cabelos castanhos não é mesmo Seiya? – Diz Hyoga – Por isso permanece no santuário!
- Então vocês já sabiam? – Agora quem fica envergonhado é Seiya.
- Difícil não perceber, você nunca tentou esconder também. – Diz Shun.
- Então quer dizer que finalmente você vai tomar coragem e se declarar para Saori? Já estava na hora! – Diz Hyoga em tom galhofeiro.
- Quem é o senhor para me falar sobre vida sentimental, hein Hyoga? – Retruca Seiya.
- Pois fiquem sabendo que tenho uma namorada! – Todos olham Hyoga, atônitos.
- Não me diga que é... É um... Um pinguim? Disse Seiya, fazendo Shun e Shiryu caírem na gargalhada.
- Muito engraçado Seiya! – Diz Hyoga um pouco chateado – Saibam que ela é linda, é uma princesa que conheci há algum tempo atrás, seu nome é Natássia, assim como minha mãe, pretendo logo marcar o noivado, estou apenas esperando meu pupilo crescer e ficar mais forte –
- Mesmo nome? Isso não é um pouco estranho? – Diz Shiryu.
- Estranho é alguém ter uma noiva como a do Shun e nunca tocá-la! – Diz Hyoga tentando escapar da pergunta de Shiryu.
Mesmo sendo o Cavaleiro de Ouro de Aquário, Hyoga morava na Sibéria, visitava o santuário esporadicamente, já que os cavaleiros não eram obrigados a permanecer lá, pois as guerras haviam acabado. Sempre mantinha contato com Shun, eles eram melhores amigos. Shun, assim como Seiya, também permanecia no santuário, hoje defende a casa de Virgem. Há poucos meses havia se tornado noivo de June, mas era um rapaz muito tímido e seu noivado era apenas formal, sem qualquer tipo de intimidade.
- June é uma amazona e eu a respeito por completo, só vou tocá-la depois que nos casarmos! Por que sobrou pra mim? – Shun parecia nervoso e encabulado.
Shiryu ria baixinho da conversa de seus amigos, então diz:
- Parece que, por enquanto, eu fui o único que se deu bem na vida amorosa...
- NÃO SE GABE! – Dizem os três em coro –
- Tudo bem, não está mais aqui quem falou – Shiryu levanta as mãos em sinal de trégua.
- Mas logo, se tudo der certo, mas um de nós será feliz ao lado da mulher que ama! – Diz um sorridente Shun, em seu tom otimista de sempre.
- Nós te ajudaremos no que for preciso Seiya – Diz Hyoga, também sorrindo e colocando a mão no ombro de Seiya.
- Obrigado amigos! – Diz agora, um encorajado Seiya.
Os rapazes põem as mãos umas em cima das outras, apenas para firmar o pacto de amizade feito por eles há muito tempo. Afinal, além de amigos, eles eram irmãos e esse laço é indestrutível.

Cap. 5 - O Anúncio (FAZER MODIFICAÇÕES EM RELAÇÃO A ZEUS E EXCLUIR A TRADIÇÃO)

Às 18:00 em ponto há muitas pessoas, incluindo os 4 jovens cavaleiros de ouro, no local destinado à lutas no santuário, o mesmo no qual Seiya lutou contra Cassius pela armadura de Pégaso, o lugar é amplo, perfeito para se fazer comunicados a um grande contingente.
- O que será que essa esnobe vai inventar dessa vez? – Diz Seiya, em tom de brincadeira.
- Eu não sei Seiya, mas a feição de Saori demonstra que o assunto é sério - Diz Shiryu.
Seiya vira-se e vê o Grande Mestre, imediatamente seguido por Atena, aparentemente séria, não brava e sim melancólica, isso cria um clima de tensão entre os cavaleiros ali presentes, Seiya sente uma sensação estranha, mas tenta disfarçar:
- O que será que ela tem? Dor de barriga? – Seiya diz rindo, tentando afastar aquele sentimento ruim.
- Seiya! Vamos ouvir o que o mestre tem a dizer! – Diz Shiryu ao outro, que finalmente fica quieto.
Saori senta-se em uma cadeira semelhante a um trono e o mestre se posiciona atrás de algo como um púlpito e saúda a todos:
- Sejam bem vindos cavaleiros de todos os cantos do mundo! Agradeço veementemente a presença de cada um. Hoje tenho um grande anúncio para fazer, um de vocês terá a chance de possuir a maior honra que um guerreiro pode ter - As palavras de Nikol eram calmas.
- Todos sabem que no Santuário existem mitos e tradições e que um dos nossos deveres e tentar mantê-los. Apesar de sermos simples mortais vivemos numa era de mitos e grandes heróis, temos a honra de viver na mesma época em que a deusa Atena reencarnou na Terra e maior honra ainda de poder lutar ao seu lado, mas a mitologia cita uma honra que pode superar isso - O espanto e curiosidade dos ouvintes só cresce a cada frase do Grande Mestre.
 - As ações que ocorrerão a partir de hoje no Santuário, tem muitas justificativas, mas a principal é fortalecer nossa deusa protetora e manter seu sangue vivo! – Nessa hora, vê-se muitos olhares de dúvida, talvez alguns já estavam até entendendo a situação.
- Oh não! Espero que a tradição a qual ele se refere não esteja relacionada a Saori! – Disse Shiryu, bastante aflito.
- O que você quer dizer com isso Shiryu? – Seiya ainda não compreendia, mas já mostrava preocupação. – Vamos, me diga!
- Acalme-se, vamos ouvir o que ele dirá, mas eu espero estar errado...
- Haverá um grande torneio, do qual participarão os guerreiros mais valentes e viris, este será composto de lutas um a um e os últimos 15 classificados serão guiados à uma prova final, que é somente determinada ao término do torneio – Disse o Mestre e continuou:
- Àquele que vencer o desafio final serão concedidas muitas honras, riquezas e uma vida tranquila, até o final de seus dias, considerando que os deuses estão em paz.
- Mas o que Saori tem haver com isso?  -Diz Seiya a meia voz, já bastante angustiado.
- Agora chegamos ao ponto principal, nosso torneio é baseado em teses, a primeira é que os humanos acreditam que as mulheres desenvolvem sua verdadeira força no momento em que precisam proteger algo muito precioso. E a segunda é sobre os semideuses, grandes heróis da mitologia, que escreveram seu nome na história devido aos seus notáveis feitos. Mas de onde vinha tal perfeição para os semideuses? Talvez juntar uma existência superior com os humanos forme um ser esplêndido, com a força e beleza de um deus, mas a garra, a perseverança e acima de tudo a vontade de viver dos humanos. Juntando essas duas teorias, criou-se essa tradição. Ao completar 18 anos, Atena precisa se tornar uma mulher de verdade e acredita-se que ter um herdeiro pode despertar uma força excepcional em nossa deusa e sem nenhuma dúvida sua descendência deve ser perpetuada, o sangue divino deve ser mantido! Mas para isso o escolhido não pode ser um deus, já que o filho de Atena deverá ser um grande herói, essa é a razão pela qual o escolhido dos deuses deve ser um humano, assim podendo dar origem a um semideus!
Na multidão viam-se rostos perplexos, aquela história parecia muito confusa e foi dita de modo tão abrupto.
- Esse humano será o campeão das futuras competições e como já relatado antes, terá a maior honra que um mortal pode ter, ser o progenitor da descendência de uma deusa. No entanto existem regras que não podem ser ignoradas, Atena nunca poderá ver o rosto ou mesmo ouvir a voz daquele que a possuirá e o contato será único, a menos que não haja concepção, poderão haver outras tentativas.
- Quaisquer outras questões podem ser resolvidas posteriormente comigo, depois deste encontro estarei em minha sala concedendo audiências aos interessados, agora por favor ouçam o que nossa deusa tem a dizer sobre isso. Saori se levanta e com poucos passos chega ao púlpito, então calmamente diz:
- Meus queridos cavaleiros, Nikol já disse aquilo que era mais relevante, só espero do fundo do meu coração que entendam esta situação, é a vontade dos deuses, especificamente de meu pai e que essa será a confirmação definitiva de que somos aliados. Meu destino é proteger a Terra e não há nada que eu não faria por esse propósito, esse é meu destino. – Saori tentava parecer calma, mas era visível que se controlava. – Obrigada pela presença aqui hoje e novamente rogo-lhes que me ajudem a vencer mais uma batalha! – Nesse momento, ela olha em direção a Seiya que parecia atônito e sem palavras, a moça tentou se manter firme, mas Seiya pode ver em seu olhar que dizia claramente: ME AJUDE!
A moça virou-se e se retirou, não houve palmas, apenas o silencia imperava, então o mestre o cortou:
- Aos interessados em participar do Grande Torneio, por favor, procurem-me em minha sala daqui há uma hora, haverão entrevistas e aqueles aprovados serão listados para o sorteio das chaves dos combates, desde já desejo sorte a todos e que vença o melhor! –
Rodeado pelos rostos aflitos de Hyoga, Shun e Shiryu, encontrava-se um Seiya com as mãos levadas a cabeça que disse em tom de desespero:
- O que é que eu vou fazer agora?
Cap. 6 Decisão
 - Acalme-se Seiya.  – Disse Shiryu pausadamente.
- Mas Shiryu, logo agora que tomei minha decisão... – Seiya parecia confuso, seus olhos arregalavam-se.
- Sejamos racionais nesse momento, sei que sua situação é difícil, mas ouça-me – Falando isso deu uma pausa e logo continuou:
Você é o único que pode proteger Saori nesse momento - Seiya franze o cenho e diz:
Eu? Por que eu? - O rapaz ainda não compreendia o raciocínio do amigo.
Por quê? Ora, você ama Saori, é notável que seus sentimentos são puros e verdadeiros, de manhã procurávamos uma ocasião para que você pudesse provar o seu amor, quem sabe agora os deuses não estão te dando essa chance?
As coisas não são tão simples assim Shiryu! Seiya exaltou-se um pouco – Eu não tenho tanta confiança ao ponto de pensar que posso vencer o torneio!
Nessa hora, Shun interrompe:
- Você já derrotou deuses por ela, como pode temer simples humanos?
- E nós estamos aqui – Disse Hyoga – Somos a elite dos cavaleiros! Se todos nós entrarmos neste torneio, será fácil vencer!
Vocês fariam isso por mim? - O rapaz disse, meio emocionado...
Será que você já esqueceu o juramento que fizemos mais cedo, juntos nós conseguimos fazer milagres, onde está a sua fé? – Diz Shun com um sorriso.
Mas não devemos esquecer, nossa prioridade é proteger Atena e saber as verdadeiras intenções de Zeus, não sei se podemos confiar plenamente nele – Disse Shiryu receoso, mas continuou:
 - No entanto, também acredito que se há um homem digno de estar ao lado de Saori, esse é você Seiya! – Disse finalmente sorrindo.
 - Sinto-me mal, tentando fazer algo que não leva os sentimentos da senhorita em consideração...
- Seiya, no momento não temos escolha, pense que essa é mais uma de nossas batalhas e nós precisamos protegê-la pelo bem da humanidade -  Disse Hyoga firmemente.
- Apenas foque-se na vitória e depois decida o que fazer em relação à senhorita... – Shun tentava animar o amigo, mas também estava apreensivo.
- Eu não faço ideia de como essa história vai acabar, mas sinto que com vocês ao meu lado, posso seguir em frente - Disse Seiya com um sorriso fraco e melancólico.
Shiryu levanta-se e diz: - Vamos então, até Nikol, selar o seu destino Pégaso!
Assim, os quatro jovens encaminharam-se à sala do Grande Mestre.
Perto dali, atrás de uma árvore, uma sombra os observava...
Cap. 7 O Torneio
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Cap. Qualquer
O quarto estava escuro, não completamente, à meia-luz. De repente ouve-se o som da porta se abrindo. A moça sentada à cama, estremece ao ruído e arrepia-se, já não mais chorava, seu estado era de desilusão, a deusa em si conformara-se com tal destino, aparentava calma. No entanto, Saori Kido, a jovem e ingênua moça só pensava em seu amado e em como nunca mais poderia estar ao seu lado, que não mais teria coragem de olhar em sua face, pois estaria coberta pela vergonha de ser possuída por outro homem. Em sua mente repetia um mantra, como uma forma de consolo e meio de arranjar forças para cumprir suas obrigações: “Darei meu corpo a um qualquer, mas meu coração permanecerá eternamente contigo meu amado...”
Uma silhueta aparece à porta, Saori não sabe como reagir. Nota-se apesar da pouca claridade que se trata de um jovem mascarado, veste uma túnica leve tipicamente grega. Apesar de adentrar, o jovem não se afasta da porta, parece estático, sua cabeça estava cheia de pensamentos: “ O que posso fazer, devo ir embora? Ou aproximo-me e conto-lhe toda a verdade? Direi que não posso cumprir a vontade dos deuses, devido aos meus sentimentos? Se ela viesse até mim, talvez eu tivesse coragem de contar...mas ela me parece assustada...imagino que deve estar sofrendo, ah que angústia! Não posso mais permanecer aqui, isso tudo foi um erro!” Virou-se e fez menção de retirar-se.
Enquanto isso a moça também pensava: “Nesse momento, acho que não posso mais, meu corpo não pode aceitar outro homem além dele, estou com medo do que pode acontecer... Acho que vou até ele e contarei a verdade, quem sabe possamos entrar em um acordo... Mas o que estou pensando? Este homem, lutou em um torneio, enfrentou uma fera, nunca abrirá mão de sua recompensa...”. A coitada não raciocinava direito. “Não, sei que não sou capaz disso, caso ele seja um cavalheiro entenderá meus pudores de moça...”. Saori em uma medida desesperada levanta-se da cama e nessa hora vê o jovem virar-se e pensa: “O que ele está fazendo? Será que deseja ir embora? Quem sabe essa seja a melhor solução...” Uma leve esperança brotou em seu coração, mas o peso da responsabilidade lhe veio à mente: “Não, não posso permitir que vá, assim todos saberão que não fui capaz de cumprir meu dever , meu Pai saberá e a Terra pode correr perigo...”. Deu alguns passos rápidos em direção ao mascarado e tocou em seu ombro, dizendo como uma voz fraca, quase chorosa: Por favor, não vá...
O rapaz sentiu o leve toque da mão em seu ombro e pensou: “Pobre Saori, acredito que ela não quer estar aqui e muito menos submeter-se a homem algum, o sacrifício que ela está disposta a fazer pela humanidade é grande, mas pra mim ela é como um templo inviolável, merece ser amada e respeitada e principalmente estar com quem deseja, eu não posso tocá-la, isso não seria justo... decido-me a não macular minha deusa, no entanto, Nikol foi claro sobre isto (EXPLICAR NO ANÚNCIO), não posso falar em momento algum...como a farei entender minha decisão?”
Mas nesse momento, seus pensamentos foram interrompidos, a jovem buscou a mão do rapaz e o guiou até a cama. O jovem desejava relutar, mas sentiu-se inebriado por aquele perfume e a sensação de tocar a mão da mulher amada. Quando deu por si, encontrava-se sentado à beira da cama e a moça em pé à sua frente. O coração dele batia tão forte no momento, e a beleza exuberante da mulher o encantava de tal forma que o deixara sem reação.
Então, inesperadamente, a moça ajoelhou-se, segurou suas mãos e olhou profundamente em seus olhos...
Cap. Outro
Seus olhos suplicantes faziam o coração do cavaleiro doer,






Not Forget

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